Peniche: terra de pescadores

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A primavera já chegou e o verão está a aproximar-se a passos largos. Muitos são os portugueses e os estrangeiros que rumam até Peniche para descansar e desfrutar das enormes mais-valias que a cidade possui.

Muitas pessoas buscam boas praias, boa gastronomia, boas ondas e, acima de tudo, bom ambiente.

Nos últimos tempos, Peniche tem “andado nas bocas do mundo” pela qualidade das suas ondas para a prática de surf. Basta para isso dizer que nos últimos anos, a cidade tem acolhido uma das etapas do Campeonato Mundial de Surf (WSL), onde a elite do surf mundial tem apresentado o que melhor sabe fazer: surfar ao mais alto nível.

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No entanto, é de salientar e relembrar que Peniche é e sempre foi uma cidade de tradições sustentadas no mar e na pesca.

É conhecida como terra de pescadores. Diariamente, muitos são os barcos que deixam o porto de Peniche e rumam para a faina.

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Muitos são os pescadores que deixam as suas famílias e “entram” no mar para ir em busca de peixe que posteriormente é vendido um pouco por todo o país e estrangeiro. Eles são os verdadeiros mestres.

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Eles são os verdadeiros conquistadores. Eles são os verdadeiros heróis nos dias de tempestade. Eles arriscam a vida para fornecer o melhor pescado aos portugueses. Eles são os pescadores de Peniche.

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A Travel4West, de forma simples e singela, presta assim homenagem aos pescadores de Peniche, os homens que andam no mar mas que definem algumas das grandes características da própria terra.

Grandes heróis: muito obrigada!

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Caldas da Rainha possuí 15 novos locais arqueológicos

O município das Caldas da Rainha identificou 15 novos locais de interesse arqueológico, através da primeira fase de trabalho da primeira carta arqueológica do concelho.

Com esta descoberta aumentaram para 45 os pontos com vestígios antigos de ocupação humana, nos 83 locais prospetados na zona costeira ocidental do concelho.

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Estes achados estão inseridos no projeto iniciado em fevereiro do ano passado, que visa dotar as Caldas da Rainha de um conhecimento mais rigoroso da riqueza do seu território. Trata-se de uma parceria entre a Câmara Municipal das Caldas da Rainha, a associação sem fins lucrativos CAAPortugal e o Instituto Politécnico de Tomar, cujos resultados começam agora a ser divulgados.

O trabalho arqueológico no terreno detetou vestígios pré-históricos, do período paleolítico, da presença humana na região que hoje é Caldas da Rainha.

Entre os pontos já registados estão o cais na Lagoa de Óbidos (identificado para futura prospeção mais intensiva), uma ponte medieval (reconstruída com material mais moderno), uma capela do séc. XII, uma ponte romana (com tabuleiro moderno), uma inscrição do séc. II d.C., fragmentos cerâmicos neolíticos e paleolíticos, antas e lascas em sílex.

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A segunda fase deste projeto, que decorre na zona oriental, está prevista arrancar ainda durante o primeiro semestre deste ano e integrará uma forte componente de atividades de educação patrimonial de relação com a comunidade.

O projeto de nome CARACA está presente nas redes sociais, apelando que a comunidade participe no mesmo.

Com o objetivo de identificar todos os locais e evidências arqueológicas no município, bem como o de apelar à preservação e valorização do património, este projeto termina em 2020.

Hugo Vau surfou uma das maiores ondas de sempre na Nazaré

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“A Praia do Norte, na Nazaré, é especial e, por isso mesmo, esteve e estará sempre no meu coração.” As palavras são de Hugo Vau, um entusiasta da natureza, viajante intrépido e surfista apaixonado.

Hugo Vau, atualmente com 40 anos de idade, iniciou a sua relação com a Praia do Norte em 2007, desafiando, então, algumas das maiores e mais assustadoras ondas do planeta.

Conquistou a presença em duas finais dos WSL- XXL Big Wave Awards na categoria de “Maior onda do Mundo”, com ondas gigantes surfadas na Nazaré, feito histórico no surf português.

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Travel4West (T4W) – Com que idade começou a sua paixão pelo surf?

Hugo Vau (HV) – A minha paixão começou, antes de mais, pelo mar e, só depois, mais tarde, é que descobri o surf. Em criança, quando estava de férias com os meus pais, adorava brincar no mar. Nunca me senti intimidado porque, desde muito cedo, que pratiquei natação e, por conseguinte, adorava estar na água. Recordo-me que, na altura existiam à venda nas praias pranchas de esferovite que faziam as delícias das crianças. Eu próprio também comecei a pedir uma aos meus pais para poder passar cada vez mais tempo no mar. Num determinado ano, especificamente no Natal, os meus pais ofereceram-me uma prancha de bodyboard em vez de uma prancha de surf. Na altura, as pranchas de surf eram extremamente caras e os meus pais optaram por me comprar uma de bodyboard. Mesmo sem barbatanas, eu entrava no mar com a prancha de bodyboard e fui extremamente feliz durante cerca de cinco anos. A água sempre fez parte da minha vida porque, durante muito tempo, fui nadador profissional.

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T4W – A Praia do Norte, na Nazaré, é um local especial para quem gosta de surfar ondas grandes?

HV – Sem dúvida! Em 2011, integrei a equipa que fazia parte projeto do North Canyon, que tinha como grande objetivo divulgar a Nazaré ao mundo. A Praia do Norte é especial e, por isso mesmo, esteve e estará sempre no meu coração. Trata-se de um local especial com ondas fabulosas. Nos últimos três anos, as proporções aumentaram cada vez mais e, hoje em dia, a Praia do Norte atrai surfistas de todo o país e de todo o mundo.

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T4W – Quantos anos esteve à espera para apanhar a maior onda de sempre na Praia do Norte?

HV – O meu desejo de apanhar uma onda gigante já durava há cerca de 10 anos, mas a dedicação a 100% apenas começou há sete. Habitualmente, estava dois meses na Praia do Norte de forma permanente. No último inverno, graças ao apoio da Mercedes e da Prio, consegui estar cinco meses e, no final, os resultados surgiram. Resumidamente, foram 10 anos de paixão e sete de dedicação à Praia do Norte.

T4W Surfou uma onda provavelmente tão grande como a do tsunami que devastou Lisboa em 1755. É caso para dizer que o perigo foi grande e evidente?

HV – Surfar ondas gigantes é considerado um desporto de extremos porque caso ocorra um pequeno erro poderá surgiu uma grave consequência. Existe de facto perigo de vida, mas para evitar que algo aconteça é necessário treinar muito e bem.

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T4W – Sente-se perseguido por uma avalanche quando está a surfar uma onda gigante?

HV – A sensação é precisamente a de estar a fazer snowboard com uma avalanche atrás. No entanto, é necessário chamar a atenção para o facto de que o perigo existe tanto nas ondas grandes e como nas pequenas. É preciso ter especial atenção para a forma como a onda rebenta. Mesmo nesta perspetiva, a Praia do Norte é uma enorme surpresa porque apresenta desafios contantes e, por conseguinte, os surfistas não podem nem devem facilitar.

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T4W – Quando se encontra no topo da onda sente medo ou adrenalina?

HV – Não permito que o medo “entre” no meu corpo. Estou onde quero e a fazer o que mais gosto. Portanto, sinto gratidão e disfruto o momento ao máximo. Sinto amor pelo surf e pelo mar.

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T4W – O surfista, Garrett MacNamara, deixou a sua marca nas ondas gigantes. Também pretende deixar a sua?

HV – Apesar de surfar há muitos anos com o Garrett MacNamara, admito que gostava – como português – de poder deixar um legado para os atletas nacionais. O Alex Botelho, por exemplo, também já se encontra a realizar um trabalho magnífico a nível mundial nas ondas grandes. Neste momento, eu e o Alex estamos juntos e formamos uma equipa com selo 100% português.

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Turismo Centro de Portugal vence Prémio Reconhecimento nos Publituris Portugal Trade Awards

O Turismo Centro de Portugal recebeu o Prémio Reconhecimento dos Publituris Portugal Trade Awards 2018.

A escolha de atribuição do Prémio Reconhecimento dos Publituris Portugal Trade Awards 2018 foi revelada recentemente, durante a gala dos prémios com que o jornal Publituris distingue os melhores do ano no turismo.

A gala aconteceu no primeiro dia da BTL-Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorreu no passado mês na FIL – Feira Internacional de Lisboa.

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A cerimónia foi presidida pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

Outras individualidades e empresas da região Centro de Portugal foram igualmente distinguidas nos Publituris Portugal Trade Awards 2018. Foram os casos de Ana Abrunhosa, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro; o município de Óbidos, premiado como melhor autarquia; e a unidade turística Casas do Côro, escolhida como Melhor Alojamento em Espaço Rural.

“É com grande orgulho que o Turismo Centro de Portugal recebe este galardão”, sublinhou Pedro Machado, ao receber o prémio. “Este prémio é o fruto do trabalho de toda uma equipa e de todos os operadores turísticos da região”, acrescentou.

Os Publituris Portugal Trade Awards premeiam as personalidades e empresas que mais se destacaram no setor do Turismo. Este ano, houve mais de 90 nomeados a concurso em 14 categorias. Os vencedores são eleitos através de uma média ponderada entre os votos dos subscritores da newsletter do Publituris e os votos de um júri, composto por diversas personalidades do setor turístico.

 

 

XVI Festival das Sopas e Merendas de Alenquer celebra Cidade Europeia do Vinho

Na sua décima sexta edição, o Festival das Sopas e Merendas de Alenquer, recebe mais uma designação, o Vinho.

Uma forma de assinalar a integração deste evento no programa oficial da Cidade Europeia do Vinho 2018 Torres Vedras/Alenquer, decorrendo de 6 a 8 de abril, nas instalações da Adega Cooperativa da Labrugeira.

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 Este ano participam 11 Tasquinhas, com 11 sopas, e 11 merendas, para apreciar com os melhores vinhos da região, a par de um extenso programa de animação em que o cantor, David Antunes, dá o mote de abertura do Festival.

De recordar que no inicio era apenas o Festival de Sopas da Labrugeira. Corria o ano de 2003 e a Adega Cooperativa da Labrugeira, decidiu prestar homenagem ao povo da região, homens e mulheres que ao longo de décadas trabalharam a terra e moldaram a paisagem, transmitindo saberes e costumes que atravessaram gerações.

A sopa era a base e não raras vezes o único sustento das populações, e por isso o desafio foi recuperar essas receitas ancestrais, que coletividades, associações, restaurantes e particulares, aceitaram com entusiasmo. 

Também desde a primeira hora, os grupos etnográficos do concelho fazem-se representar no certame. Às sopas, juntaram-se depois as merendas, a “bucha” que os trabalhadores levavam para o campo nas suas jornadas de sol a sol. 

 

Óbidos: Bombom mais caro do mundo custa mais de 7 mil euros

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Sabia que …o bombom mais caro do mundo custa mais de 7 mil euros e vai estar em Óbidos nos dias 17 e 18 de março? É verdade!

Aproveite para ver o Glorious, ao vivo e a cores, durante o próximo fim-de-semana no Festival Internacional de Chocolate, que está a decorrer em Óbidos.

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A Travel4West chama a atenção para o facto de que o Glorious é produzido em Portugal, mais propriamente em Leiria, pelas mãos do mestre chocolateiro, Daniel M. Gomes, da Daniel´s Chocolate.

Este bombom único existente no mundo, que custa exatamente 7.728 euros, é revestido a puro ouro de 23 kilates.

Ao chocolate Valrhona negro equatorial juntam-se, no interior, filamentos de açafrão, trufa branca Perigord, óleo de trufa branca, baunilha de Madagáscar, flocos de ouro e um ingrediente secreto.

O Glorious terá uma edição limitada de apenas mil bombons.

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Ruy de Carvalho inaugura exposição alusiva aos 75 anos de carreira na Serra D´El-Rei

O ator, Ruy de Carvalho acaba inaugurar uma exposição alusiva aos 75 anos de carreira na Serra D´El-Rei, freguesia do concelho de Peniche. Neste momento, não existem dúvidas de que se trata de um dos atores mais respeitados do país. A Travel4West, através de uma grande entrevista, dá a conhecer um pouco mais o ator. 

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Travel4West (T4W) – Sempre desejou ser ator?

Ruy de Carvalho (RC) – Quando decidi ser ator, tinha 15 anos, já tinha tido uma experiência com oito, mas foi muito importante ter dois irmãos atores. Eu gostava de Teatro e por isso a escolha acabou por ser fácil.

T4W – A família apoiou a sua escolha?

RC – Sem qualquer problema. Toda a família gostava de Teatro, A minha mãe era pianista e o meu militar, mas ambos gostavam de Teatro.

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T4W – Atualmente, é um dos atores mais prestigiados do país. Qual foi a peça que, na sua opinião, contribuiu para este mesmo prestígio?

RC – Não sei dizer. Comecei a ganhar prémios de crítica ainda muito novo e, portanto, devem ter achado que era bom no que fazia. Mas eu gostei de fazer tudo, mesmo os papéis mais pequenos.

T4W – Começou no Teatro, passou pelo Cinema e pela Televisão. Qual é a área que mais o fascina?

RC – O Teatro é a que mais amo. Temos que trabalhar o corpo todo. O público vê tudo. Na Televisão e no Cinema é mais a decisão do realizador.

T4W – O que é para si ser ator? O talento é suficiente para obter o sucesso? 

RC – É preciso ter jeito. Depois de muito trabalho creio que começamos a ter mais qualquer coisa. Dizem que é talento, eu chamo-lhe jeito.

O aplauso do público é maior reconhecimento que um ator pode ter. Sem o público não temos razão, nem forma de saber se o nosso trabalho é ou não bom. É para o público que trabalhamos.

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T4W – Assinalou, em 2017, os seus 75 anos de carreira. Qual é o balanço que faz?

RC – Tem sido maravilhoso. Eu fiz 91 anos no passado dia 1 de março e este ano comemoro já os meus 76 de carreira, desde que me estreei com 15 anos. É bom saber que há quem gosta de nós.

T4W – Que mensagem gostaria de deixar aos jovens atores?

RC – Estudem muito, apliquem-se no trabalho que fazem, com muito profissionalismo. Nem todos serão aquilo a que se designou chamar de primeiros atores, mas todos servirão o Teatro e a representação com o mesmo amor e carinho que merecem.

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Fotos: Agradecimento – JAM/exklusiva