Peniche recebe Caravela Vera Cruz

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A Caravela Vera Cruz está em Peniche durante dois dias. Está a fazer as delícias de todos e hoje partiu de manhã rumo à ilha das Berlengas, tendo regressado já ao Cais da Ribeira Velha, em Peniche.

A Caravela Vera Cruz é uma réplica exacta das antigas caravelas portuguesas. É importante lembrar que a caravela foi uma embarcação inventada e usada pelos portugueses durante o período dos Descobrimentos nos séculos XV e XVI.

Características da Caravela Vera Cruz

Ficha Técnica:

Comprimento: 23,8m
Boca: 6,5m
Calado: 3,3m
Mastro Grande: 
Altura: 18m
Verga: 26m
Vela: 155m2
Mezena:
Altura: 16m
Verga: 20m
Vela: 80m2
Motor auxiliar:
 Penta Volvo 190cv
Alojamentos: 22 tripulantes

Materiais utilizados:

Forro, Borda falsa, Sobrequilha e Mastros: Pinheiro bravo
Balizas: Carvalho e sobro
Convés e Tombadilho: Câmbala
Vergas: Fibra de carbono

A caravela portuguesa era uma embarcação rápida, de fácil manobra, apta para a bolina, de proporções modestas e que, em caso de necessidade, podia ser movida a remos.

Importa chamar a atenção que foi numa Caravela semelhante à Vera Cruz que Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança, em 1488.

Por ocasião das celebrações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, a Caravela Vera Cruz foi  construída há 17 anos no estaleiro naval de Vila do Conde.

Neste momento, a Caravela Vera Cruz, que está atracada em Peniche durante dois dias, é tripulada pelos sócios da APORVELA que se voluntariam em viagens de treino de mar e vela, sobretudo direcionadas para os jovens.

A Associação Portuguesa de Treino de Vela (APORVELA) foi fundada em 1980 e tem como objetivos principais fomentar o treino de mar e de vela e o interesse pelas coisas do mar, designadamente na juventude, e promover a preservação do património náutico nacional.

O espírito vivido a bordo da Caravela Vera Cruz é fantástico, dado que reina a união e a camaradagem, tal como ocorreu no passado com os descobridores portugueses.

Portugal foi e sempre será um país de Descobridores….

Aproveite e faça como a Caravela Vera Cruz: Visite Peniche!!

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Lourinhã: Capital dos Dinossauros

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A Lourinhã é conhecida como sendo a Capital dos Dinossauros.

Bem no centro da vila localiza-se o Museu da Lourinhã, cuja inauguração ocorreu em 1984. O espólio existente no Museu faz com que este seja considerado como uma referência a nível nacional quer a nível internacional.

O Museu da Lourinhã nasceu essencialmente da vontade de um dos membros, Horácio Mateus, com o intuito de salvaguardar e transmitir o património etnográfico e arqueológico do Concelho. Só mais tarde, e de forma cada vez mais expressiva, é que os dinossauros foram incorporados no museu.

A zona do Oeste, e em particular a área da Lourinhã, é muitíssimo rica em fósseis do Jurássico Superior, período que ocorreu há cerca de 150 milhões de anos.

Os visitantes do Museu da Lourinhã podem ver vestígios de sete espécies únicas de dinossauros como o Lourinhanosaurus antunesi ou o Miragaia longicollum, bem como outros répteis do mesozoico. Existem pegadas destes animais, algumas com a impressão da pele! Existem também os ovos mais antigos de dinossauros carnívoros do mundo, ainda com restos de embriões!

© GEAL - Francisco Costa (Miragaia)

O Museu já recebeu visitas de cientistas do mundo inteiro para visitar os fósseis. É de salientar o trabalho dos investigadores do GEAL que proporcionam a grande divulgação que a instituição tem, através de trabalhos em Portugal ou no estrangeiro, como em Angola ou Moçambique por exemplo, ou mais recentemente nos Estados-unidos ou na Gronelândia.

Anualmente o espaço recebe cerca de 25.000 visitantes. Neste ano de 2017 vão existir grandes novidades, dado que será iniciada a construção do Parque de Dinossauros da Lourinhã, um espaço onde a grande aposta será nos modelos em tamanhos reais de dinossauros. No fundo, permitirá ao visitante fazer uma incursão ao mundo dos dinossauros de uma forma divertida.

Pela qualidade do espólio e o apoio à produção científica, mas também pelo número previsto de modelos em tamanhos reais e a própria extensão do parque, trata-se de algo realmente singular que permitirá difundir o nome da Lourinhã um pouco por todo o mundo. Não só pelo público especializado, como já o era, mas agora também pelo grande público!

 

Fotos: Ana Luz, Francisco Costa (GEAL)

Serra de Montejunto

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A Serra de Montejunto é o mirante natural mais alto da Estremadura. Trata-se de uma estrutura geológica rica em algares, grutas e lagoas residuais.

Localizada no extremo Sul do concelho do Cadaval e a Norte do concelho de Alenquer, orientada de Este para Oeste, a Serra de Montejunto, classificada como paisagem protegida, eleva-se a 666 metros acima do nível médio do mar. A Serra é constituída por um maciço calcário onde dominam altas escarpas e gargantas apertadas.

Devido à sua orientação e ao seu revestimento vegetal, a Serra constitui, no Eixo Montejunto-Estrela, uma importante fronteira climatérica que separa o Norte e o Sul do país. Os valores médios anuais de temperatura do ar variam entre os 12,5º e os 16º. A insolação da Serra varia de 2400 a 2600 horas/ano. Nos dias de céu limpo, vê-se toda a paisagem que vai das Berlengas à Arrábida, incluindo as serras de Sintra e as de Aire e Candeeiros e a lezíria do Tejo.

O revestimento vegetal da Serra de Montejunto  é essencialmente constituído por manchas de espécies arbóreas de castanheiros, sobreiros, carvalho e pinheiros, intercaladas com áreas de cultivo e pastoreio. Modernamente, e após grandes fogos, a Serra está a ser invadida por uma espécie exótica – o eucalipto.

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Desde os tempos pré-históricos que a Serra de Montejunto tem sido uma área de ocupação e fixação do Homem. Exemplo disso mesmo são as estações arqueológicas, grutas, acrópoles e necrópoles, algumas já estudadas por arqueólogos de renome internacional.

Do seu valioso património destaca-se a Capela da Senhora das Neves, as ruínas do primeiro convento dominicano construído em Portugal, a ermida de São João Baptista, as ruínas da real Fábrica do Gelo, entre outras.

A Real Fábrica do Gelo, também referida como Fábrica da Neve da Serra de Montejunto, única no país, é um dos raros exemplares de seu género existentes na Europa e, em termos de tecnologia, à época, uma das mais avançadas.

A edificação desta Fábrica de Gelo que abastecia a cidade de Lisboa é atribuída aos frades dominicanos, em época anterior a 1741. Terá custado 40 ou 45 mil cruzados, despesa elevada, à época. O consumo crescente do gelo no século XVIII terá motivado a construção da Real Fábrica do Gelo em Montejunto, que seria a única serra, de entre um conjunto de elevações próximas de Lisboa, que oferecia as condições climatéricas necessárias à congelação da água durante a estação invernosa.

A sua localização apresentava grandes vantagens sobre o principal centro abastecedor de neve, a serra do Coentral, situada na extremidade sul da serra da Estrela, e a Lousã.

A atividade terá terminado nos finais do século XIX, de acordo com o testemunho dos mais idosos da aldeia de Pragança, a qual seria, possivelmente, a principal fornecedora de mão-de-obra para a fábrica. De facto, encerrou-se em 1885, superada que foi pela introdução das primeiras formas de gelo industrializado no país. Classificada como Monumento Nacional desde 1997, foi objeto de intervenção de conservação e revalorização por iniciativa da Câmara Municipal do Cadaval, com a colaboração do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), e reinaugurada em 27 de março de 2011.

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Mas a Serra de Montejunto, além do seu inestimável valor em termos naturais, possui uma importante concentração de moinhos de vento ainda em funcionamento, ou em razoável estado de conservação. Vale a pena procurá-los e contemplar os horizontes que daqui se podem desfrutar, aproveitando para admirar estes engenhos que tanto fascinam os mais novos. Bem no alto da Serra, na localidade de Vilar, junto ao Cadaval, ergue-se o Moinho de Avis, que datará do princípio do séc. XIX e que foi restaurado com a traça original pelo seu dono, um aficionado da molinologia que poderá acolher a sua visita.

A Serra de Montejunto também reúne condições magnífica para a prática de diferentes tipos de desportos: escalada, parapente, passeios pedestres e de BTT, corridas pelos trilhos (trail), Geocaching, entre muitos outros.

Conheça a varanda mais alta da Estremadura – Serra de Montejunto!

Não perca tempo…desfrute!

 

UNESCO classifica Óbidos como Cidade Literária

 

A vila de Óbidos foi designada pela UNESCO como Cidade Literária em 2015. Óbidos passou assim a fazer parte integrante da rede de cidades criativas da UNESCO, ao lado de grandes centros culturais e económicos como Dublin, Barcelona ou Praga. 

O Projecto que o Município desenvolveu, desde 2013, com a parceria da Ler Devagar teve como objetivo envolver o território de Óbidos de cultura e de livros que se expandem pelo país e pelo mundo. Neste momento, Óbidos conta já com 11 livrarias, numa estratégia de reabilitação e transformação do espaço urbano e já foram realizados dois festivais literários Internacionais (FOLIO 2015 e 2016), representando um investimento de mais de 1.2 milhões de euros entre 2013 e 2016.

Óbidos tem  mantido uma estratégia de criatividade e inovação desde o início do século. Durante os últimos anos tem apostado numa agenda cultural plena de eventos com projeção nacional e internacional como Óbidos Vila Natal, Mercado Medieval de Óbidos, Festival Internacional do Chocolate, Semana Internacional do Piano de Óbidos e o FOLIO. De relevar ainda a sua rede de museus e galerias e o património natural (material e imaterial) que se espalha pelo território e lhe confere uma beleza e relevância ímpares.

Óbidos é uma das mais pitorescas vilas medievais portuguesas e está inserida na designada zona Oeste. Se pretende realizar um passeio pela zona Oeste não se esqueça de visitar Óbidos. Conheça a vila através das suas ruelas e do seu artesanato, aprecie a paisagem através da realização de um passeio pelas muralhas e, no final, aproveite para provar e degustar a famosa ginjinha de Óbidos.

Praia da Consolação

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A Praia da Consolação, localizada no concelho de Peniche, é dotada de excelentes condições terapêuticas. O iodo acumulado aliado a outras condições naturais proporciona excelentes benefícios para a saúde. Este facto é único no continente europeu e, anualmente, milhares de pessoas rumam até à Praia da Consolação.

Do lado Norte, a paisagem é completamente diferente. Existe um areal muito extenso que se prolonga até Peniche. Habitualmente, a ondulação é forte e, por conseguinte, a praia é muito apreciada pelos praticantes de surf  e winsurf. Muitos são os portugueses, oriundos dos vários pontos do país, que usufruem desta maravilhosa praia que diariamente presenteia  os veraneantes com um magnífico pôr-do-sol.

A Praia da Consolação é especial porque possuí características únicas e ímpares. É o local certo e perfeito para passar férias em família.

Para quem gosta de caminhar à beira-mar não deve perder uma ida à Praia da Consolação porque consegue desfrutar de um belo passeio pelo areal que une a Praia da Consolação e Peniche. Pelo caminho ainda tem oportunidade para ver as melhores ondas do mundo existentes nos Supertubos.