Caldas da Rainha possuí 15 novos locais arqueológicos

O município das Caldas da Rainha identificou 15 novos locais de interesse arqueológico, através da primeira fase de trabalho da primeira carta arqueológica do concelho.

Com esta descoberta aumentaram para 45 os pontos com vestígios antigos de ocupação humana, nos 83 locais prospetados na zona costeira ocidental do concelho.

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Estes achados estão inseridos no projeto iniciado em fevereiro do ano passado, que visa dotar as Caldas da Rainha de um conhecimento mais rigoroso da riqueza do seu território. Trata-se de uma parceria entre a Câmara Municipal das Caldas da Rainha, a associação sem fins lucrativos CAAPortugal e o Instituto Politécnico de Tomar, cujos resultados começam agora a ser divulgados.

O trabalho arqueológico no terreno detetou vestígios pré-históricos, do período paleolítico, da presença humana na região que hoje é Caldas da Rainha.

Entre os pontos já registados estão o cais na Lagoa de Óbidos (identificado para futura prospeção mais intensiva), uma ponte medieval (reconstruída com material mais moderno), uma capela do séc. XII, uma ponte romana (com tabuleiro moderno), uma inscrição do séc. II d.C., fragmentos cerâmicos neolíticos e paleolíticos, antas e lascas em sílex.

Alfândega - medieval - Salir do Porto

A segunda fase deste projeto, que decorre na zona oriental, está prevista arrancar ainda durante o primeiro semestre deste ano e integrará uma forte componente de atividades de educação patrimonial de relação com a comunidade.

O projeto de nome CARACA está presente nas redes sociais, apelando que a comunidade participe no mesmo.

Com o objetivo de identificar todos os locais e evidências arqueológicas no município, bem como o de apelar à preservação e valorização do património, este projeto termina em 2020.

Hugo Vau surfou uma das maiores ondas de sempre na Nazaré

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“A Praia do Norte, na Nazaré, é especial e, por isso mesmo, esteve e estará sempre no meu coração.” As palavras são de Hugo Vau, um entusiasta da natureza, viajante intrépido e surfista apaixonado.

Hugo Vau, atualmente com 40 anos de idade, iniciou a sua relação com a Praia do Norte em 2007, desafiando, então, algumas das maiores e mais assustadoras ondas do planeta.

Conquistou a presença em duas finais dos WSL- XXL Big Wave Awards na categoria de “Maior onda do Mundo”, com ondas gigantes surfadas na Nazaré, feito histórico no surf português.

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Travel4West (T4W) – Com que idade começou a sua paixão pelo surf?

Hugo Vau (HV) – A minha paixão começou, antes de mais, pelo mar e, só depois, mais tarde, é que descobri o surf. Em criança, quando estava de férias com os meus pais, adorava brincar no mar. Nunca me senti intimidado porque, desde muito cedo, que pratiquei natação e, por conseguinte, adorava estar na água. Recordo-me que, na altura existiam à venda nas praias pranchas de esferovite que faziam as delícias das crianças. Eu próprio também comecei a pedir uma aos meus pais para poder passar cada vez mais tempo no mar. Num determinado ano, especificamente no Natal, os meus pais ofereceram-me uma prancha de bodyboard em vez de uma prancha de surf. Na altura, as pranchas de surf eram extremamente caras e os meus pais optaram por me comprar uma de bodyboard. Mesmo sem barbatanas, eu entrava no mar com a prancha de bodyboard e fui extremamente feliz durante cerca de cinco anos. A água sempre fez parte da minha vida porque, durante muito tempo, fui nadador profissional.

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T4W – A Praia do Norte, na Nazaré, é um local especial para quem gosta de surfar ondas grandes?

HV – Sem dúvida! Em 2011, integrei a equipa que fazia parte projeto do North Canyon, que tinha como grande objetivo divulgar a Nazaré ao mundo. A Praia do Norte é especial e, por isso mesmo, esteve e estará sempre no meu coração. Trata-se de um local especial com ondas fabulosas. Nos últimos três anos, as proporções aumentaram cada vez mais e, hoje em dia, a Praia do Norte atrai surfistas de todo o país e de todo o mundo.

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T4W – Quantos anos esteve à espera para apanhar a maior onda de sempre na Praia do Norte?

HV – O meu desejo de apanhar uma onda gigante já durava há cerca de 10 anos, mas a dedicação a 100% apenas começou há sete. Habitualmente, estava dois meses na Praia do Norte de forma permanente. No último inverno, graças ao apoio da Mercedes e da Prio, consegui estar cinco meses e, no final, os resultados surgiram. Resumidamente, foram 10 anos de paixão e sete de dedicação à Praia do Norte.

T4W Surfou uma onda provavelmente tão grande como a do tsunami que devastou Lisboa em 1755. É caso para dizer que o perigo foi grande e evidente?

HV – Surfar ondas gigantes é considerado um desporto de extremos porque caso ocorra um pequeno erro poderá surgiu uma grave consequência. Existe de facto perigo de vida, mas para evitar que algo aconteça é necessário treinar muito e bem.

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T4W – Sente-se perseguido por uma avalanche quando está a surfar uma onda gigante?

HV – A sensação é precisamente a de estar a fazer snowboard com uma avalanche atrás. No entanto, é necessário chamar a atenção para o facto de que o perigo existe tanto nas ondas grandes e como nas pequenas. É preciso ter especial atenção para a forma como a onda rebenta. Mesmo nesta perspetiva, a Praia do Norte é uma enorme surpresa porque apresenta desafios contantes e, por conseguinte, os surfistas não podem nem devem facilitar.

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T4W – Quando se encontra no topo da onda sente medo ou adrenalina?

HV – Não permito que o medo “entre” no meu corpo. Estou onde quero e a fazer o que mais gosto. Portanto, sinto gratidão e disfruto o momento ao máximo. Sinto amor pelo surf e pelo mar.

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T4W – O surfista, Garrett MacNamara, deixou a sua marca nas ondas gigantes. Também pretende deixar a sua?

HV – Apesar de surfar há muitos anos com o Garrett MacNamara, admito que gostava – como português – de poder deixar um legado para os atletas nacionais. O Alex Botelho, por exemplo, também já se encontra a realizar um trabalho magnífico a nível mundial nas ondas grandes. Neste momento, eu e o Alex estamos juntos e formamos uma equipa com selo 100% português.

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Turismo Centro de Portugal vence Prémio Reconhecimento nos Publituris Portugal Trade Awards

O Turismo Centro de Portugal recebeu o Prémio Reconhecimento dos Publituris Portugal Trade Awards 2018.

A escolha de atribuição do Prémio Reconhecimento dos Publituris Portugal Trade Awards 2018 foi revelada recentemente, durante a gala dos prémios com que o jornal Publituris distingue os melhores do ano no turismo.

A gala aconteceu no primeiro dia da BTL-Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorreu no passado mês na FIL – Feira Internacional de Lisboa.

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A cerimónia foi presidida pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

Outras individualidades e empresas da região Centro de Portugal foram igualmente distinguidas nos Publituris Portugal Trade Awards 2018. Foram os casos de Ana Abrunhosa, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro; o município de Óbidos, premiado como melhor autarquia; e a unidade turística Casas do Côro, escolhida como Melhor Alojamento em Espaço Rural.

“É com grande orgulho que o Turismo Centro de Portugal recebe este galardão”, sublinhou Pedro Machado, ao receber o prémio. “Este prémio é o fruto do trabalho de toda uma equipa e de todos os operadores turísticos da região”, acrescentou.

Os Publituris Portugal Trade Awards premeiam as personalidades e empresas que mais se destacaram no setor do Turismo. Este ano, houve mais de 90 nomeados a concurso em 14 categorias. Os vencedores são eleitos através de uma média ponderada entre os votos dos subscritores da newsletter do Publituris e os votos de um júri, composto por diversas personalidades do setor turístico.