Sushi Fish: os melhores sabores japoneses estão no Oeste

Sushi Fish é fixe!

O Sushi Fish nasceu há cinco anos no Baleal. Desde a sua inauguração que a aposta tem sido extremamente forte na qualidade do peixe que é usado para ser preparado à boa maneira japonesa. É caso para dizer que “o Sushi Fish é fixe”. “As iguarias mais apetecíveis no Sushi Fish são o atum e os diversos peixes brancos que diariamente nos chegam da lota de Peniche”, garante Gonçalo Duarte, um dos responsáveis do Sushi Fish.

Travel4West (T4W) – Como surgiu a ideia de criar um restaurante dedicado ao consumo de sushi no Baleal?

GD – O SushiFish acaba de celebrar o seu quinto aniversário. Foi inaugurado em outubro de2013. Foram vários os motivos que levaram à criação do Sushi Fish. A localização foi um deles, o Baleal é um lugar concorrido em qualquer altura do ano. Outro foi a proximidade à lota de Peniche que nos garante a qualidade e frescura do peixe. E ainda a oportunidade, na altura, de abrir o primeirojaponês das redondezas.

T4W – Sushi é fish?

GD – O SushiFish é peixe muito fixe muito bem preparado à boa maneira japonesa! Sem dúvidaque para o comprovar tem de nos visitar!

Bela refeição


T4W – No Sushi Fish aliam a arte de cozinhar japonês com o melhor peixe português?

GD – Sim, sem dúvida. No Sushi Fish somos muito criteriosos com a escolha do peixe e é o melhor peixe do Atlântico que vem parar às mãos dos nossos sushimen que o transformam em magníficas peças de sushi e sashimi. Em especial o peixe branco (Robalo, Dourada, Pargo, Peixe Galo, entre outros) que é o motivo de orgulho danossa casa visto ser este o peixe português.

T4W – Qual é o conceito e características do Sushi Fish?

GD – Somos um pequeno restaurante focado em apresentar o melhor sushi da região. Fazemos gala em trabalhar com o melhor peixe e com os melhores profissionais. O nosso ambiente é descontraído e ao mesmo tempo intimista e trabalhamos para prestarum serviço atento e dedicado.

T4W – Quais são as iguarias mais apetecíveis para degustar no Sushi Fish?

GD – Da carta constam os costumeiros tártaros, temakis, tempuras, nigiris, gunkans e gyozas, bem como os combinados que misturam sushi e sashimi e os ainda muito apreciados ajitataki (carapau picado com pastade miso, gengibre ralado e cebolinho) ou usuzuruki de peixe branco (fatias finíssimas de peixe sobre gelo). Para acompanhar nada como um bom vinho português, a muito requisitada sangria de espumante ou um gin. Mas, sem dúvida, que as iguarias mais apetecíveis no Sushi Fish são o atum e os diversos peixes brancos que diariamente nos chegam da lota de Peniche.

T4W – O Sushi Fish, localizado no Baleal, é uma referência na zona Oeste de Portugal?

GD – Queremos acreditar que sim! A 15 minutos das Caldas da Rainha, Óbidos e Bombarral, às portas de Peniche e em pleno Baleal – que durante todo o ano é um dos mais concorridos spots de surf da Europa – o Sushi Fish tem à sua mercê um público tão diverso quanto exigente. Para estar à altura das expetativas de quem nosvisita, o restaurante não poupa em aspetos essenciais como a qualidade e frescura do peixe, a versatilidade dos sushimen, a simpatia e dedicação do staff. O Sushi Fish já está de pedra e cal nas preferências dos apreciadores de sushi da zona Oeste, até porque são várias as vezes que nos apelidam de “o melhor sushi do Oeste”, o que nos enchede orgulho e de responsabilidade – há que trabalhar para fazer justiça ao cognome!

Marlin Fins: quilhas com materiais recicláveis e reutilizáveis desenvolvidas no Oeste e produzidas para o mundo


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A Marlin Fins, uma marca de quilhas de surf produzidas através do uso de plástico reciclável e reutilizável, foi criada por José Caiado Galego, em 2013. O antigo campeão nacional de remo, que é amante de todos os desportos náuticos, decidiu que era o momento certo para desenvolver um produto único e inovador. “A ideia passa por reduzir o consumo das tradicionais quilhas de fibra, altamente poluentes e não recicláveis. O planeta agradece e os oceanos também”, explica José Caiado Galego, sublinhando que “as quilhas da Marlin Fins são ecológicas, duradouras e apresentam uma performance excelente”.

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Travel4West – A Marlin Fins foi criada há cinco anos. O que o levou a desenvolver uma marca ligada à produção e ao comércio de quilhas de surf?

José Caiado Galego (JCG) – O objetivo, inicialmente, passava apenas por produzir quilhas de surf para vender na loja da minha filha, a Peniche Surfshop. Como possuía muitos conhecimentos sobre a forma de fabrico e também sobre os materiais que são usados decidi que iria avançar com a ideia para a ajudar. Comecei a realizar algumas pesquisas e constatei que não havia nenhum português nem nenhum europeu a produzir quilhas. Perante este facto, de imediato, tomei a decisão de que iria criar uma marca e passaria a produzir e comercializar quilhas de surf. Assim surgiu a Marlin Fins!

T4W – O plástico foi o material de eleição para iniciar o projeto?

JCG – Na altura, o material de eleição para a produção das quilhas era o plástico. Mas, com o passar do tempo, tomei uma segunda decisão que estava ligada com a vertente ecológica. Ou seja, as quilhas da Marlin Fins passariam a ser produzidas apenas com plástico reciclado e reutilizável. Não há dúvida nenhuma de que as quilhas de plástico apresentam uma performance fantástica. O sucesso só é alcançado porque o plástico é uma matéria-prima fabulosa e pode ser trabalhada de várias formas. O plástico reciclado que é utilizado nas quilhas da Marlin Fins resulta da indústria automóvel e da construção de máquinas.

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T4W – Porquê o nome Marlin Fins?

JCG – A razão é simples… é um tributo ao mais veloz e poderoso peixe do Oceano Atlântico – o grande blue Marlin. O nome Marlin ficou para sempre retido no meu imaginário, pois ainda criança tive a sorte de ler o clássico de Ernest Hemingway (O velho e o Mar) que descrevia a luta de dias a fio de um velho pescador cubano, sozinho no seu frágil barquito perdido na imensidão do oceano para capturar um destes extraordinários peixes guerreiros. É com esse ensinamento de perseverança contra as adversidades, personificado no pescador Santiago, que tento enfrentar o meu desafio: fazer da Marlin Fins uma marca portuguesa confiável, versátil e económica. 

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T4W – A Marlin Fins preocupa-se com o meio ambiente?

JCG – Sem dúvida! A aposta da Marlin Fins em só trabalhar com polímeros (vulgarmente chamados de plástico), é porque esta extraordinária matéria-prima de possibilidades quase ilimitadas, tem vindo paulatinamente a substituir, com vantagem, todas as outras. Ora mole ora rígida ora elástica ora tenaz quase desconhece a palavra impossível nas suas múltiplas aplicações. Além disso é abundante, barata, reciclável reutilizável, moldável a baixas temperaturas (200º) e já é hoje biodegradável. As quilhas velhas ou partidas, serão sempre recicladas pela Marlin Fins e darão lugar a umas novas, com perdas insignificantes de material. A ideia passa por reduzir o consumo das tradicionais quilhas de fibra, altamente poluentes e não recicláveis. O planeta agradece e os oceanos gritam yes!

Em média, são vendidos 600 conjuntos de quilhas de surf da Marlin Fins. Cada conjunto é composto, na sua grande maioria, por três/quatro quilhas.

T4W – As quilhas de surf da Marlin Fins estão disponíveis a nível nacional e internacional?

JCG – Sim! Para além de Portugal, as quilhas da Marlin Fins já se encontram disponíveis em Espanha, no Reino Unido, em França, na Suíça e na Austrália. Na grande maioria, as quilhas podem ser adquiridas em diversas lojas destes respetivos países. No entanto, é de salientar que também existem pequenos distribuidores que as colocam à disposição de todos os interessados. Numa altura em que a internet faz parte do dia a dia da população, é claro que as quilhas de surf da Marlin Fins podem ser adquiridas através da plataforma online da marca (www.marlinfins.com).

A cada 30 segundos conseguimos produzir um conjunto de três quilhas. Trata-se de um sistema autónomo, muito rápido e 100% eficaz. 

T4W – Em média, qual é o custo de venda ao público de um conjunto de três quilhas?

JCG – Um conjunto de três quilhas de surf da Marlin Fins custa 27 euros. Trata-se de um investimento extremamente pequeno, dada a durabilidade das quilhas e a performance das mesmas.

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T4W – Qual tem sido o feedback obtido por parte dos portugueses e dos estrangeiros relativamente às quilhas da Marlin Fins?

JCG – O feedback tem sido excelente. No início a luta foi extremamente dura, devido essencialmente ao tipo de material usado, mas hoje em dia essa é uma questão que não se coloca e sinto-me extremamente feliz com os resultados obtidos através da realização de alguns testes realizados com as quilhas da Marlin Fins. Não há a menor dúvida de que estas quilhas apresentam uma performance melhor do que muitas outras existentes no mercado.

T4W – Recentemente, a Marlin Fins também apostou na decoração das quilhas através da arte desenvolvida por verdadeiros artistas?

JCG – A Marlin Fins lançou há um ano, na etapa portuguesa da World Surf League (WSL), decorrida na praia dos Supertubos – em Peniche, o projeto “Arting Fins”. A iniciativa tinha e tem como principal objetivo mostrar o trabalho dos artistas através da pintura de quilhas de surf. Passado um ano, o feedback tem sido fantástico. As quilhas que fazem parte do projeto “Arting Fins” não estão disponíveis para efeitos comerciais, mas visam essencialmente mostrar ao país e ao mundo o trabalho que é realizado por verdadeiros artistas. Diria que são quilhas com arte e com história. Quando o projeto foi apresentado apenas possuíamos 30 quilhas pintadas, mas atualmente já dispomos de mais de 70.

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T4W – Quais são as perspetivas traçadas para o futuro da Marlin Fins?

JCG – O nível de desenvolvimento a que se chegou, e a menos que haja alguma revolução, (sempre possível) prevemos que os atuais formatos disponíveis no mercado continuarão ainda uns bons anos sem alterações de monta. A Marlin Fins, uma marca criada no Oeste (Baleal), irá ser uma enorme referência a nível nacional e internacional.

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Peniche volta a acolher Meo Rip Curl Pro Portugal

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Entre os dias 16 e 27 de outubro, todos os caminhos vão dar à praia dos Supertubos, em Peniche. Pelo 10.º ano consecutivo, irá decorrer em Portugal mais etapa da World Surf League, denominada como Meo Rip Curl Pro Portugal.

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Durante a última década este tem sido um dos maiores eventos desportivos que ocorre no país. A título de exemplo, em 2017, cerca de 50 mil pessoas estiveram presentes na praia dos Supertubos para ver os melhores surfistas do mundo. 

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Em 2017, Gabriel Medina foi o grande vencedor da etapa portuguesa da World Surf League…

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As expetativas são grandes e, dentro de um mês, inicia-se o Meo Rip Curl Pro Portugal.

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Está na hora de marcar na agenda…

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Relaxe no Oeste através da Welltouch Care

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Sabia que … o stress é uma das maiores causas de desequilíbrios? É verdade! Para prevenir eventuais complicações previna-se.

A Welltouch Care, criada por Sandra Almeida, localizada no Oeste, mais propriamente no Casal Novo – na Lourinhã, é a solução perfeita para o ajudar.

Através de um leque extremamente vasto de massagens que existe à disposição poderá relaxar de uma forma magnífica.

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A Welltouch Care presta um serviço de qualidade profissional num ambiente acolhedor, sereno e calmo. Se pretende relaxar no Oeste aproveite as “mãos mágicas” da Sandra Almeida para descontrair.

A Welltouch Care promove a compreensão profunda das causas de desequilíbrios e oferece estratégias individualizadas para melhorar a saúde e o bem-estar.

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A Massoterapia é uma das mais antigas técnicas terapêuticas. A Massoterapia trás benefícios tais como melhoria da flexibilidade muscular e leveza no corpo. Ela cura o paciente num todo, seja a nível físico como emocional.

Os tratamentos específicos que a Welltouch Care realiza são Massagem Terapêutica, Massagem de Relaxamento, Massagem Dorn-Breuss, Massagem Geotermal, Massagem com Pindas Chinesas, Massagem de Escovas, Massagem com Mel, Massagem Facial, Drenagem Linfática Manual, Candle Massage, Massagem Detox, Massagem para Gestantes, Massagem Abdominal, On-Site Massage, Massagem Tailandesa, Massagem Sueca, Reflexologia Podal, Envolvimentos Corporais e Fangoterapia.

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As massagens terapêuticas mais apreciadas na Welltouch Care são as desportivas, terapêuticas, drenagem linfática, On-Site, Mel, Reflexologia Podal, Dorn Breuss e Sueca.

Através da ajuda da Welltouch Care é possível mergulhar o corpo numa experiência saudável de relaxamento, assistida por profissionalismo e dedicação.

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Conheça o Oeste e relaxe com a ajuda da Welltouch Care. A dica é dada pela Travel4West.

Arquipélago das Berlengas: a pérola do Oeste

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O bom tempo já chegou e estão reunidas todas as condições para passar um ou mais dias no Arquipélago das Berlengas. Junte a família e/ou os amigos e rume até esta ilha magnífica que está situada na zona Oeste, mais propriamente a cerca de 6 milhas do Cabo Carvoeiro em Peniche.

Para ir até à ilha basta apanhar um dos barcos que realizam viagens turísticas até às Berlengas. Existem várias opções: barcos mais rápidos, cuja adrenalina é fantástica e barcos maiores que dão mais segurança para aqueles que não gostam de grandes agitações marítimas.

Depois de entrar no barco, bastam cerca de 30 minutos (média) para chegar até ao Arquipélago das Berlengas que é composto por três pequenas ilhas: Berlenga grande, Estelas e Farilhões.

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A Ilha da Berlenga ou Berlenga Grande divide-se em duas partes, quase totalmente separadas por uma falha sísmica que a norte deu origem ao chamado Carreiro dos Cações e a sul ao Carreiro do Mosteiro. A parte maior da ilha, chama-se Berlenga e representa mais de 2/3 da superfície total da ilha; a parte menor chama-se Ilha Velha. Possui 78,8 hectares de superfície, aproximadamente 1,5 km de comprimento, 0,8 km de largura e uma altura máxima de 85 metros. Aqui encontra-se o Farol Duque  de Bragança, o Forte de São João Baptista das Berlengas, a Praia do Carreiro do Mosteiro, restaurantes e parque de campismo.

Durante a sua estadia poderá realizar pequenos passeios de barco à volta da ilha. Através dos mesmos terá oportunidade para apreciar e deliciar-se com as grutas, com a paisagem, com a natureza e com a fauna e flora, para além das diversas espécies raras existentes.

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Mas, caso prefira, poderá partir à descoberta e realizar passeios pedestres pela própria ilha. Percorrerá cantos e recantos magníficos ao ponto de descobrir a verdadeira pérola do Oeste.

Antes de descansar um pouco na pequena praia do Arquipélago das Berlengas poderá ainda tomar uma bela refeição no restaurante existente na ilha ou se preferir também valerá a pena realizar caça submarina ou mergulho para descobrir as fabulosas profundezas das Berlengas.

De dezembro a março, a Ilha da Berlenga, considerada Reserva Mundial da Biosfera da UNESCO desde 30 de Junho de 2011, é apenas habitada pelos faroleiros e pelos vigilantes do ICNB.

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Aproveite para conhecer esta verdadeira pérola. A dica fica dada pela Travel4West!

Peniche: terra de pescadores

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A primavera já chegou e o verão está a aproximar-se a passos largos. Muitos são os portugueses e os estrangeiros que rumam até Peniche para descansar e desfrutar das enormes mais-valias que a cidade possui.

Muitas pessoas buscam boas praias, boa gastronomia, boas ondas e, acima de tudo, bom ambiente.

Nos últimos tempos, Peniche tem “andado nas bocas do mundo” pela qualidade das suas ondas para a prática de surf. Basta para isso dizer que nos últimos anos, a cidade tem acolhido uma das etapas do Campeonato Mundial de Surf (WSL), onde a elite do surf mundial tem apresentado o que melhor sabe fazer: surfar ao mais alto nível.

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No entanto, é de salientar e relembrar que Peniche é e sempre foi uma cidade de tradições sustentadas no mar e na pesca.

É conhecida como terra de pescadores. Diariamente, muitos são os barcos que deixam o porto de Peniche e rumam para a faina.

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Muitos são os pescadores que deixam as suas famílias e “entram” no mar para ir em busca de peixe que posteriormente é vendido um pouco por todo o país e estrangeiro. Eles são os verdadeiros mestres.

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Eles são os verdadeiros conquistadores. Eles são os verdadeiros heróis nos dias de tempestade. Eles arriscam a vida para fornecer o melhor pescado aos portugueses. Eles são os pescadores de Peniche.

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A Travel4West, de forma simples e singela, presta assim homenagem aos pescadores de Peniche, os homens que andam no mar mas que definem algumas das grandes características da própria terra.

Grandes heróis: muito obrigada!

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Hugo Vau surfou uma das maiores ondas de sempre na Nazaré

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“A Praia do Norte, na Nazaré, é especial e, por isso mesmo, esteve e estará sempre no meu coração.” As palavras são de Hugo Vau, um entusiasta da natureza, viajante intrépido e surfista apaixonado.

Hugo Vau, atualmente com 40 anos de idade, iniciou a sua relação com a Praia do Norte em 2007, desafiando, então, algumas das maiores e mais assustadoras ondas do planeta.

Conquistou a presença em duas finais dos WSL- XXL Big Wave Awards na categoria de “Maior onda do Mundo”, com ondas gigantes surfadas na Nazaré, feito histórico no surf português.

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Travel4West (T4W) – Com que idade começou a sua paixão pelo surf?

Hugo Vau (HV) – A minha paixão começou, antes de mais, pelo mar e, só depois, mais tarde, é que descobri o surf. Em criança, quando estava de férias com os meus pais, adorava brincar no mar. Nunca me senti intimidado porque, desde muito cedo, que pratiquei natação e, por conseguinte, adorava estar na água. Recordo-me que, na altura existiam à venda nas praias pranchas de esferovite que faziam as delícias das crianças. Eu próprio também comecei a pedir uma aos meus pais para poder passar cada vez mais tempo no mar. Num determinado ano, especificamente no Natal, os meus pais ofereceram-me uma prancha de bodyboard em vez de uma prancha de surf. Na altura, as pranchas de surf eram extremamente caras e os meus pais optaram por me comprar uma de bodyboard. Mesmo sem barbatanas, eu entrava no mar com a prancha de bodyboard e fui extremamente feliz durante cerca de cinco anos. A água sempre fez parte da minha vida porque, durante muito tempo, fui nadador profissional.

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T4W – A Praia do Norte, na Nazaré, é um local especial para quem gosta de surfar ondas grandes?

HV – Sem dúvida! Em 2011, integrei a equipa que fazia parte projeto do North Canyon, que tinha como grande objetivo divulgar a Nazaré ao mundo. A Praia do Norte é especial e, por isso mesmo, esteve e estará sempre no meu coração. Trata-se de um local especial com ondas fabulosas. Nos últimos três anos, as proporções aumentaram cada vez mais e, hoje em dia, a Praia do Norte atrai surfistas de todo o país e de todo o mundo.

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T4W – Quantos anos esteve à espera para apanhar a maior onda de sempre na Praia do Norte?

HV – O meu desejo de apanhar uma onda gigante já durava há cerca de 10 anos, mas a dedicação a 100% apenas começou há sete. Habitualmente, estava dois meses na Praia do Norte de forma permanente. No último inverno, graças ao apoio da Mercedes e da Prio, consegui estar cinco meses e, no final, os resultados surgiram. Resumidamente, foram 10 anos de paixão e sete de dedicação à Praia do Norte.

T4W Surfou uma onda provavelmente tão grande como a do tsunami que devastou Lisboa em 1755. É caso para dizer que o perigo foi grande e evidente?

HV – Surfar ondas gigantes é considerado um desporto de extremos porque caso ocorra um pequeno erro poderá surgiu uma grave consequência. Existe de facto perigo de vida, mas para evitar que algo aconteça é necessário treinar muito e bem.

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T4W – Sente-se perseguido por uma avalanche quando está a surfar uma onda gigante?

HV – A sensação é precisamente a de estar a fazer snowboard com uma avalanche atrás. No entanto, é necessário chamar a atenção para o facto de que o perigo existe tanto nas ondas grandes e como nas pequenas. É preciso ter especial atenção para a forma como a onda rebenta. Mesmo nesta perspetiva, a Praia do Norte é uma enorme surpresa porque apresenta desafios contantes e, por conseguinte, os surfistas não podem nem devem facilitar.

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T4W – Quando se encontra no topo da onda sente medo ou adrenalina?

HV – Não permito que o medo “entre” no meu corpo. Estou onde quero e a fazer o que mais gosto. Portanto, sinto gratidão e disfruto o momento ao máximo. Sinto amor pelo surf e pelo mar.

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T4W – O surfista, Garrett MacNamara, deixou a sua marca nas ondas gigantes. Também pretende deixar a sua?

HV – Apesar de surfar há muitos anos com o Garrett MacNamara, admito que gostava – como português – de poder deixar um legado para os atletas nacionais. O Alex Botelho, por exemplo, também já se encontra a realizar um trabalho magnífico a nível mundial nas ondas grandes. Neste momento, eu e o Alex estamos juntos e formamos uma equipa com selo 100% português.

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